sábado, 27 de fevereiro de 2010

Brilhante

sábado, 13 de fevereiro de 2010

A minha banda sonora num sábado a trabalhar na minha tese....

Arcade Fire

Quando se sente a felicidade.........

Biblioteca da faculdade...silêncio, pessoas mudas, sérias, sem brilho, sem cor, o ar artificial do ar condicionado e a artificialidade de tantos estranhos juntos sem cruzarem olhares nem sorrisos...partilhava a secretária com a minha colega Felicie, da Costa do Marfim. A Felicie estava a escrever ao computador quando, num movimento não intencional, do qual nem a própria se apercebeu, descoinectou os auriculares do seu computador ouvindo-se nesse instante, por toda a sala, uma sonora KIZOMBA AFRICANA, quente, doce, colorida. Foi lindo...mais lindo porque a Felicie não reparou que tinha os phones desconectados do computador, continuando a trabalhar enquanto a música se propagava como se nada fosse...claro que eu não disse nada porque estava a adorar aquela invasão súbita de um tempo, de uma alegria e de uma quentura que aqui simplesmente não existem...tenho mesmo muita sorte em ter nascido num país em que os ritmos africanos e tropicais se ouvem, se dançam e se sentem...alguns shhhhh depois...a Felicie recolocou os phones e o ambiente emudeceu
Tenho a certeza que no caminho para a casa, com o meu ipod e um sorriso de felicidade estampado na cara, o meus pezinhos balanceavam ritmadamente ao som desta morna....

BAHOK

Email anvido à Laura Lopes:
Amiga,
tenho de partilhar isto contigo...Claro, depois de uma temporada sem dança ontem fui ver o Bahok novamente. Se da primeira em Lisboa eu gostei, ontem eu chorei...talvez pelas saudades que eu já tinha de ver dançar e de sentir aquela emoção que sentimos quando vemos um espectáculo bom ( definitivamente não posso viver muito tempo sem isso e sem a dança) mas acho que o facto de estar a passar pela experiência de ser estrangeira...do nosso background, das fronteiras, dos papeis, da comunicação, da solidão, de tudo, fez-me experienciar a peça de uma maneira tão pessoal, tão iluminada e compreende-la de uma maneira TÃO PROFUNDA, TÃO INTENSA, TÃO VERDADEIRA...senti como não tinha sentido antes e FOI TÃO BOMM....depois tivemos a falar com os bailarinos sobre o seu processo como foi o processo criativo, o que é que eles proprios trouxeram consigo e a montagem do espectáculo, como é trabalhar com o nitin e com o akram...e depois fomos sair a um bar e eu tive imenso tempo a falar com o bailarino indiano...Incrivel...eu a querer perceber mais sobre a dança e ele mais interessado em saber o que é que eu estudo a minha percepção do mundo, falou-me da Índia, falamos de tudo menos de dança.... :) o que é compreensível...

beijos minha amiga linda...